sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os Efervescentes - Pelos Pés e Pelas Mãos (letra)

Pelos Pés e Pelas Mãos (Tessler, Stone)

Vamos dar um jeito

Me diga sim ou não

Preciso de um conselho

Mudar a direção


Já vi o seu recado

Não pode ser você

Quando olhei pro lado

Já não importa


Vou te dizer que eu


Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos

Sei, às vezes eu troco a cebaça pelos pés e pelas mãos


Peço mais respeito pra te dar atenção

Pra entender teu jeito e te dar a mão


Vou te dizer que eu


Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos
Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos
Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos
Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos
Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos
Sei, às vezes eu troco a cabeça pelos pés e pelas mãos

Os Efervescentes - O Inferno Pra Você (letra)

O Inferno Pra Você (Rodolfo Krieger)

Às vezes eu penso que não sou mais o mesmo

E tem uma chama que ilumina o meu cabelo

E pelos meus olhos eu vejo um cara estranho

Que por trás do espelho me vigia o tempo inteiro


O tempo está pra fechar


E pra você só vai sobrar o inferno

E pra você só vai sobrar o inferno



Às vezes eu penso que não sou mais o mesmo

E tem uma chama que ilumina o meu cabelo

E pelos meus olhos eu vejo um cara estranho

Que por trás do espelho me vigia o tempo inteiro


O tempo está pra fechar


E pra você só vai sobrar o inferno

E pra você só vai sobrar o inferno



E pra você só vai sobrar o inferno

E pra você só vai sobrar o inferno



E pra você só vai sobrar o inferno

E pra você só vai sobrar o inferno

Os Efervescentes - Por Que Não Relaxar?

Por Que Não Relaxar? (Tessler, Stone)


Não sei mais o que fazer

Disseram, eu não sei por que

Devemos, sim, continuar

Talvez, se o seu amor passar

Vou lhe cumprimentar

Eu não tenho razão


Então por que não relaxar?
Então por que não relaxar?


Passei o dia sem saber

Por onde anda você

Não vou mais esperar

Depois que tudo já passou

É tarde então eu vou

Não vou mais esperar


Então por que não relaxar?
Então por que não relaxar?


Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

Os Efervescentes - Não Vou Lhe Contar (letra)

Não Vou Lhe Contar (Rodolfo Krieger)


Paro, olho, vejo tudo

Mas não olho pra ningém

Com a cabeça para o alto

Não esqueço quem sou eu


E nem pense que um dia eu

Vou lhe contar

E nem pense que um dia eu

Vou lhe contar


Sempre corro contra o tempo

Tenho pessa de chegar

Sendo sempre invisível

Eu não quero enxergar


E nem pense que um dia eu

Vou lhe contar

E nem pense que um dia eu

Vou lhe contar


E nem pense que um dia eu

Vou lhe contar

E nem pense que um dia eu

Vou lhe contar

Os Efervescentes - Não Demore (letra)

Não Demore (Beto Stone)

Eu não quero que pare

O tempo todo, a noite inteira eu te esperei

Sei, e bem o que fazer

Eu tenho pressa, não vejo a hora de chegar

Esteja esperto, não fora do ar

Venha comigo, não pense muito e não demore

Não demore

Não demore

Eu não quero que pare

O tempo todo a noite inteira eu te esperei

Sei, e bem o que fazer

Eu tenho pressa, não vejo a hora de chegar

Esteja esperto, não fora do ar

Venha comigo, não pense muito e não demore

Não demore

Não demore

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CARTA AOS QUE FECHARAM A PORTA (PARAGUAY, AGOSTO DE 2004)


Certamente um dos piores dias da história daquele lugar. Talvez a maior tragédia para aquelas pessoas, depois das guerras. Num domingo, 1º de agosto de 2004, às 11h30, o hipermercado Ycuá Bolaños era consumido por fortes chamas, vítima da ganância e egoísmo humano. Em pouquíssimo tempo o fogo tomou conta e arrasou com todas as centenas de galerias daquele gigante. Porém, a verdadeira tragédia se deu pela falta de alternativa para as pessoas que lá dentro estavam, senão a de morrerem queimadas, porque as portas haviam sido trancadas. Fechadas pelo pensamento absurdo de evitar o saque das pessoas que ali consumiam com o dinheiro do seu trabalho.

Os proprietários Juan Pio Paiva e seu filho Victor Daniel Paiva Espínola, ordenaram que ninguém saísse dali até que descobrissem o que era aquilo. Provedores de famílias inteiras, populares, jovens trabalhadores, crianças, mães, pais, avós, compravam suas necessidades num ambiente lotado de gente, cheio mesmo, pois em menos de 24 horas seus salários chegariam. As cenas que se viam em todas as saídas eram de pessoas enclausuradas, chorando e berrando, jogando seus braços contra vidros de 20mm de espessura. Da rua, jogavam-se pedras e paus para tentar romper aquela vitrine da morte.


Saímos à rua para encontrar os familiares que estavam na cidade, enquanto telefonava para o Brasil para avisar que eu não tivera o azar de estar lá dentro. O fogo foi apagado somente um dia e meio depois e mais de 400 pessoas morreram. Os corpos eram levados para uma danceteria que tinha em frente ao horror e grande parte não pôde sequer ser reconhecida. Infelizmente, voltei antes do desfecho do acontecido, mas duvido que os responsáveis tenham sofrido alguma pena.


Nesse contexto, eis que surge uma carta anônima na redação de um jornal da cidade. Este e os demais jornais a publicaram dias depois. Era exatamente isso que sentíamos.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Os Efervescentes


Grupo portoalegrense Os Efervescentes.