quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TEM QUE SER NA BOA

Até o quarto mês de vegetarianismo eu ainda achava que um dos meus principais papeis no mundo era alertar as pessoas daquilo que elas não estavam vendo. Agora tudo que eu quero é não tocar nesse assunto, principalmente em mesas de bar.

Basta dizer que não se come carne para uma chuva de piadinhas caírem sobre o cara. Em seguida, as pessoas ficam sérias e fingem interesse pelo tema. No fundo, porém, só querem te mostrar, e para todos a sua volta, que tu está errado. Fazendo uma grande cagada. As demais pessoas do local fazem o mesmo, são cúmplices, querem ver você ser convencido do "erro" e, ao mesmo tempo, alimentar mais a segurança sobre suas condições de carnívoros. Afinal de contas, nunca lhes passou pela cabeça abrir mão de uma boa comida em troca de uma vida alheia.

Mas são pontos de vista. O que mais me irrita são as pessoas que gostam de bater boca, sobre qualquer coisa. Quando saudável é bacana, sabendo a hora de terminar, coisa e tal. Mas têm uns que, nossa senhora, são verdadeiras malas. Claro que, os bêbados geralmente tem o devido desconto. Estes, que aproveitem a ressaca para refletir sobre todos os argumentos que usou, porque alguém na mesa, balcão, seja o que for, pode não estar no mesmo estado. Essa pessoa prestará atenção em tudo e revidará na próxima rodada.

Mas a real é essa, tem que saber a hora de terminar e não passar do limite que existe entre uma discussão amigável e uma apurrinhação de saco. Esses dias conversei com uma recém conhecida sobre a porcentagem que somos obrigados a pagar para os garçons. O detalhe é que ela trabalhava como atendente e defendia a obrigatoriedade dos, geralmente, 10%. Não concordamos em praticamente nada, mas a discussão ficou no saudável. ACHO.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PEÇONHENTOS PERDEM

Se foder com piadinhas! Mas é sério que eu, quando criança, tinha fobia de insetos. Desses mais peçonhentos. Ninguém gosta.

A merda foi a seguinte. Ontem, logo depois do trabalho, fui encontrar com alguns amigos roqueiros para um happy hour na Padre Chagas, no Dublin. Chopp vem, chopp vai, e acabamos no Ocipi, na Cidade Baixa. Quem não conhece o Ocipi da boca-de-lobo perfumada? Daí, depois de uma torta de espinafre e várias cervejas, sinto que alguém me cutuca por debaixo da mesa. Procuro o pé alheio e não o encontro. Novamente me chamam a atenção, mas segue oculto, pois quando olho para baixo não encontro o meu interlocutor gestual. Pois, de fato, ele não estava entre os humanos.

Uma barata mediana subia dos meus pés até os joelhos e descia através dos pêlos da perna. Comecei a me soquear, na certeza de que eu estava fodido e que aquela filha da puta ia subir pela minha coxa e depois sabe-se lá para mais onde. Até que, enfim, ela cai tonta no chão. Aquela desgraçada viu com quem ela tava lhe dando. Virou sola do meu sapato. Trituradinha. E é isso que acontece com baratas que tentam me molestar. Isso serve para todos os outros insetos peçonhentos. PORRA!



terça-feira, 20 de outubro de 2009

LENÇOS BRANCOS

Nesta manhã, fomos atrás de outros uniformes para nossa próxima apresentação. Queríamos lenços brancos para pendurar no pescoço e acabamos naquelas lojas de tecido que têm pelo Centro, na Voluntários da Pátria.

Queríamos algo barato, mas com certa qualidade. Achamos a loja e entramos. Rondamos os tecidos brancos, olhamos os preços e falamos sobre quanto deveriamos levar do produto. Ainda com a senha na mão, fomos abordados por uma mulher que nos perguntou o que realmente queríamos fazer com o tecido.

Aproveitamos a ajuda e falamos sobre as intenções para a nossa apresentação, pois éramos músicos. Ela concordou com a cabeça, afirmando ter notado em nosso estilo a inclinação artística. Nos explicou que para três peças, deveríamos comprar um metro de pano, pois ele naturalmente se estendia por 1,40m. Essa quantidade era a ideal. Está feito!

Agradecemos a atenção da pessoa e ela, extendendo o seu “de nada”, nos perguntou o nome da banda. Lhe respondemos, e fomos apresentados. “Prazer, Isabela Fogaça”, disse a ex-estranha.

Eu e meu amigo nos olhamos e:
PORTO ALEGRE É DEMAIS!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NÃO BUZINA PORRA

Foi um cara dentro de um carro buzinar mais forte para que a pessoa que caminhava atrás de mim na calçada se enfurecesse. Fez uma expressão de ódio que parecia que o estavam ofendendo. Também odeio buzinas. Mas achei exagerada a reação do cara que xingava e berrava atrás de mim. Comecei a ficar de cara. Olhei umas duas ou três vezes para trás, pronto para xingar o cara que xingava o outro do carro, quando um carro quase me pegou. Agora era a minha vez. O sangue me subiu a cabeça e eu assumi toda a raiva que aquele cidadão tinha e comecei. “Seu f.d.p! Mas é um b. mesmo!!!”

Quando me dei conta, o cara que antes xingava a buzinada, me olhava com uma cara de espanto como quem diz: “Nossa que cara estressado!”.

A coisa tá feia. O que mais me choca, é que o cara dentro do carro não consegue se colocar no lugar de quem está na rua. Buzina é coisa de louco e machuca os ouvidos da galera, tirando a paciência de qualquer um.

ENFIA NO CU ESSA MERDA!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MÚSICOS DJ'S

Foi batendo papo com um amigo esses dias que ele me disse que as bandas, em geral, deveriam se juntar aos Disc Jokeys, fornecendo seus discos, pedindo para tocarem e etc. Foi com esse raciocínio que concluí que não somente devem se unir, como devem ter um pouco de DJ no seu interior.

O papel de um DJ não se resume apenas a apertar de dois a três botões por música tocada nas “pic ups”. É fundamental que saiba a hora certa de pôr cada som para rodar, para que a festa atinja pontos altos, podendo variar de médio a altíssimos.

Além do momento chave, em que fica divertindo as pessoas, esse personagem também se dedica a pesquisar novos sons e tendências e é nesse momento que a banda e o DJ deveriam convergir nos seus trabalhos. A diferença de um para o outro, porém, é que o tocador de discos colocas as músicas da nova geração, já o músico, quanto mais escuta músicas novas, mais se dá conta que “os antigos” mandam no que tem de mais sofisticado em termos de criatividade.


Por Beto STone

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O RESTO É RESTO

O Brasil está em festa. Às vezes me impressiono com o meu completo desinteresse pelos esportes. Sou bem capaz de assistir junto com amigos a uma partida de futebol, mas quando torço não é sincero "afu". Raramente faço coro com o resto das pessoas quando algo muito espetacular acontece. Na maioria das vezes nem mesmo sei que foi espetacular.

Não há outra utilidade para as olimpíadas que não seja a projeção midiática que esse tipo de evento alcança, com jogos e mais jogos, para torcer pela nação, coisa que não faz minha cabeça. Dá nada? É a maioria esmagadora mostrando que PRECISA de entretenimento para sumir do difícil desafio que é viver no Brasil. Até 2016 não teremos mais problemas, salvos pelas Olimpíadas e pela Copa 2014 o resto agora é resto!


De qualquer maneira, eu "tô dentro"! Está ótimo, se sobrar cerveja e uns bons pasteizinhos para a data, daí , só resta juntar-se a eles. E vamo que vamo!



Por Beto STone